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domingo, 12 de agosto de 2012
Saia da minha cabeça, agora!
Sempre me disseram que quando as coisas estão indo bem demais é melhor ficar preocupado porque coisas ruins estão a caminho. Eu diria que as coisas ruins não chegam a acontecer de fato, elas precisam ficar na sua mente, nos pensamentos no dia-a-dia. Pensamentos ruins são como pólvora, é preciso apenas de uma faísca para elas surgirem e logo explodirem - dentro da nossa cabeça. As cenas são montadas na nossa cabeça, os detalhes são construídos minuciosamente até que a neura e logo em seguida as lágrimas tomam o nosso rosto. Nós vivemos um mundo a parte, todo em preto e branco. Tudo isso em apenas frações de segundos e se prolongam por vários minutos, horas e - dependendo de como for - dias, semanas.
Já me disse várias vezes que não iria me apegar fácil, não iria criar ilusões tolas, acreditar em pessoas que eu mal conheço. Disse, mas nunca consegui cumprir. É muito mais fácil ficar nas palavras e na cabeça tudo aquilo que a gente quer que aconteça ou que a gente teme que possa acontecer. É difícil trocar as palavras bíblicas pelas ações, mesmo que as consequências dessas sejam boas.
Os meus amigos me dizem pra não ligar muito, sair com outros caras, curtir a vida, fingir que não me importo. Podem me chamar de fraca, mas prefiro não ter nada disso do que fingir. Fingir um sorriso, fingir que gostou de alguém, fingir que tá amando. Não nasci pra representar e esconder a minha verdadeira personalidade, mas quase que consequentemente, nasci pra sofrer essa escolha que eu fiz. Fazer o que você sente vontade tem lá seus contras. Ligar no dia seguinte do encontro "é ser fácil". Mandar mensagem falando que tá com "saudades" é estar aos pés do cara. Ou seja: ser eu mesma é brega.
Talvez, conforme o tempo eu mude o meu jeito de pensar, de ver as coisas. Talvez o que agora me abale não faça nem cócegas em mim daqui uns 8 anos. Mas enquanto isso aceito a sentença de ser quem eu sou: neurótica, apaixonada por estranhos e cheia de fantasias. Que se foda vocês querendo me dizer quem eu tenho que ser.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Episódio da primeira sexta-feira do ano
Eu estava aqui sentada pensando na minha vida, mais especificamente em um "nós dois". Tudo isso começou quando vi que você estava online no msn. Geralmente você vinha falar comigo, no primeiro instante mas nessa noite foi diferente, você não veio falar comigo. Depois daquele dia que nós saímos eu não fiquei satisfeita, não mesmo. Me sentia louca e inexistente quando não era olhada como um objeto sexual. Ele estava andava desleixado ao meu lado sem me fitar diretamente, olhando apenas o movimento da rua. Eu andava calada, cansada da caminhada que tinha feito antes sem descansar e também não o fitava, só ouvia ele falar com um casal de amigos que andava logo atrás de nós. Fui assim, até chega o local combinado, sem soltar muitas palavras e escutar uns desaforos. Pensei em tudo isso em menos de cinco minutos, por isso decidi não dar a largada ao assunto, apenas continuei o que estava fazendo.
Logo após sentar novamente me lembrei de outras coisas. Ele respondendo mensagens do meu lado impaciente e um pouco sem graça. Li apenas algumas palavras das mensagens que ele trocava com uma menina que consegui memorizar o nome. As primeiras palavras da mensagem eram "amor". Não fiz alarde, não queria mais saber. Dane-se quem fala com ele, nós não temos nenhum compromisso sério. Entretanto é óbvio que isso veio a tona depois. Era como se eu tivesse guardado um papel em uma gaveta que mais tarde teria que organizar.
Quando me dei conta deixei de viver o presente para relembrar o passado, junto com as angústias, frustrações e decepções daquele momento. Fiquei triste, mas a minha razão tentou me empurrar para pensamentos melhores, apenas tentou. De repente, os momentos felizes nos quais estava me apegando não valia mais nada. Senti um vazio muito profundo, mas ainda não tive a audácia de agir.
Prometi para mim mesma que não procuraria, porque sabia que ia achar algo. Minha razão gritou, gritou até ficar rouca dentro de mim, quase ao ponto de perfurar minha cabeça mas o maldito coração estava lá, pedindo para ver e o fiz. Estava lá o meu temor se realizando: achar algo que pudesse me derrubar, mais uma vez, fiquei triste. Sai da sua página e retornei ao meu tormento pessoal, ainda resistindo, mas por pouco. Entretanto não estava feliz com a dose de masoquismo, queria mais e dessa vez minha razão não fez mais esforço. Cliquei em um dos links e achei outra coisa. Minha primeira a única reação foi ódio, a segunda foi traição, e a terceira... bom, eu estava sendo feita de idiota. Em uma foto alheia ele dizia ser dono de uma tal garota - que nem tive a paciência de analisar se era digna de beleza - e ela afirmava que era dele. Fiquei pensando "será que estou louca, só eu que sinto essas coisas?".
Não pensei, não imaginei, não medi minha ações. Fui falar com ele pensando em apenas uma coisa: acabar com ele. Já tinha tomado a minha decisão entre lágrimas e apertos no coração, era uma loucura que eu estava disposta a fazer, mesmo que me fizesse sofrer junto. Eu ia acabar com o pouco que nós tínhamos, eu iria pra ele nos próximos segundos que não o queria mais. E para falar a verdade? Eu realmente não quero, sei que isso é apego e que daqui uma semana e meia minha cabeça vai estar em outro cara, que com certeza não será ele.
Cheguei como uma pessoa educada, com o nada clichê "Oi, tudo bem?", justamente para não dar pista. Ele me respondeu com o usual apelido "amor", que na hora só me subiu o sangue e aumentou o meu rancor, o suficiente para continuar a minha loucura. Não aguentava mais esperar para falar aquilo e falei objetivamente: vamos parar de ficar. Ele perguntou o por que da decisão e eu friamente respondi: só acho melhor nós pararmos de ficar. Ele só me respondeu com um "se é isso que você quer, tudo bem" e no final uma carinha feliz para tentar me enganar. Até acreditei em um segundo na felicidade forçada mas depois pensei: orgulhoso, é lógico que ele não vai transparecer. Respondi com um "uhum" de saco cheio com a pegunta que estava contida naquela frase "você tem certeza do que está fazendo? olha que não vai ter mais volta!". Ele colocou uma carinha feliz e eu não disse mais nada. O que mais eu poderia falar? Nada, já estava feito.
Minutos depois senti meu peito inchar, meu coração bater mais forte e um medo insano, que não cabia dentro de mim. Mais o orgulho da minha posição veio a tona: eu tive coragem, eu consegui. Consegui acabar com ele assim como ele fez comigo. Ao mesmo tempo que fiquei feliz por ter me valorizado nessa história, fiquei triste por ter fazer aquilo, não estava nos meus planos. O choro ecoou de dentro pra fora e eu chorei, chorei segurando aquilo que estava contido mas que veio a tona, como um vulcão em erupção. Não sentia arrependimento, mas me sentia sozinha. Sozinha porque estava apegada a alguém, mas na verdade, estava muito mais sozinha do que acompanhada.
Um dia depois do chororô e de um certo amparo visitei sua página, de novo. Por que? Não sei, prefiro não entender o que se passa dentro de mim as vezes. Mas dessa vez, vi algo que não estava direcionado a suas amigas (que pra mim, são biscates). Ele dizia que eu posso ir embora, já estava na hora de procurar uma nova paixão e deixar de sofrer. Eu nunca iria vê-lo chorar. Essa mensagem malcriada me deixou feliz, surpreendementemente. Se não se importasse, não daria o luxo de colocar algo para me atingir. Tive a plena certeza que eu o derrubei do cavalo, com a mesma intensidade que ele fez comigo. Olho por olho, dente por dente. Foi assim que aconteceu esse episódio histórico, rápido e conturbado. A ferida foi aberta ontem por mim mesma e ainda dói com certa intensidade. Mas prefiro assim. Essa semana eu choro, na próxima choro de dar risada. E assim a vida continua. Não há ferida que não cicatrize e não há felicidade que dure eternamente.
sábado, 17 de setembro de 2011
O casulo se rompeu e a borboleta saiu
Criei coragem de uns tempos para cá, inovei. Ao invés de gastar meu tempo dentro das minhas quatro paredes sempre conectada com os amigos virtuais eu saí. Sim, fiquei insegura, cheia de medo de fazer feio mas fui mesmo assim, acreditava que eu precisava fazer isso para sair da minha inércia que já não me proporcionava felicidade.
Comecei minha nova fase, meu novo caminho e infelizmente - ou até mesmo felizmente - encontrei dificuldades no meio do caminho. Não desanimei, bati de frente com o desafio com bravura e vontade. Sair de casa sempre foi um problema para a minha mãe e principalmente para mim, que nunca consegui confrontá-la. Sempre fui muito passiva em várias situações, sempre tive medo de falar ou fazer algo que pudesse me prejudicar mais tarde. Não sei por quê e nem de onde surgiu tanta vontade, na verdade isso pouco me interessava, eu apenas queria e lutaria por aquilo que eu mais quero e preciso: liberdade.
Se engana quem pensa que a luta foi fácil, ao contrário, foi bem árdua. Tive que conversar, brigar, discutir, bater a porta e mostrar que há uma borboleta se desenvolvendo e as suas asas são grandes demais para esse casulo minúsculo. Os pais têm mania de dizer que nós somos rebeldes demais, mas eles são ignorantes demais para se lembrarem de quando também tinham essa idade e o sentimento de uma necessidade de quebrar barreiras e aquelas regras que nos eram impostas quando éramos crianças, que na época não tínhamos a capacidade de questionar.
Questionei, e muito sobre alguns valores e regras que foram impostas, porque eu sabia que elas apenas existiam e não havia uma razão. Ao decorrer do tempo eu fui mostrando - e jogando quando necessário - a verdade para minha mãe para que ela entendesse o quanto tudo aquilo de não me deixar sair de noite não fazia sentido, não para mim. Os tempos mudaram, ela sabia e sabe disso, mas é difícil tirar da cabeça de alguém algo que vem desde a sua criação: filhos não podem sair de noite.
Algo acontecia bem devagar, tanto com ela quanto comigo. Antes de ter a minha tão almejada liberdade eu teria que pagar um preço que não era negociável. Era pegar ou largar, e eu peguei com toda a vontade do mundo. Por mais que o preço a ser pago fosse alto demais. Fiz tudo o que tinha que fazer e até mais, tudo para mostrar que era capaz de sair de noite com 18 anos mas com a responsabilidade de uma pessoa que 30. Foi árduo, duplamente árduo para mim. Tinha que fazê-la enxergar o que estava de errado e também que eu era capaz. Não foi nada fácil, admito com a humildade de uma pessoa que tem fraquezas. Eu estava cansada, irritada mas continuava, sem parar, apenas esperando o dia que a minha liberdade iria me dar asas.
Finalmente consegui o que tanto queria. No primeiro momento paguei mais cara pelo preço de saber se eu era capaz do que a própria liberdade, fiz isso de maneira vingativa e raivosa, mas depois isso passou e surgiu o orgulho, a satisfação, a confiança que eu não sabia que tinha dentro de mim. Ao mesmo tempo que queria gritar "estou livre por hoje!", queria gritar mais alto ainda "eu sou capaz de pagar pela minha liberdade!".
Hoje, aos 18 anos, com toda a vontade imensa de viver, quebrar regras, de entender como os meus hormônios funcionam, de beijar, de dançar, de dar risada, de ter amigos, de ter ficantes e de ficar alegre eu declaro que consegui mais um pedacinho da minha liberdade através do meu esforço, através da minha determinação e do meu ideal. Se estiver alguém aí, se sentindo apertado com as diversas regras, discussões e valores que lhe foram implantados se liberte, se jogue, encare. Não há nada mais gratificante do que conquistar as coisas, principalmente a liberdade.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Apenas uma noite
Eu queria sair de casa hoje, não como a pessoa responsável que eu sempre fui e nunca vou deixar de ser. Quero fazer tudo o que eu não faria nessa noite. Beber até esquecer dos problemas, dançar até não querer mais, cantar até o bartender, dar risada com os meus amigos, que estariam tão alegres e embriagados quando eu. Queria me divertir e esquecer que na segunda tem escola e que quarta-feira tenho prova de matemática, quero na verdade.
Voltar de manhã ainda louca e depois sentir as consequências da noite passada. Eu realmente não me importaria em ficar com ressaca se a noite valesse a pena, se eu tivesse histórias para contar. Gostaria de esquecer dele e todas as dificuldades entre nós, para me concentrar apenas nos homens daquele espaço pequeno, tumultuado, escuro, muito animado, abafado e com cheiro de álcool. Eu quero ficar com outros caras na balada para compensar o tempo que eu me sentia sozinha, apenas essa noite. Não faço questão de fazer o certo ou o errado, de me enganar ou não, quero apenas liberar meus instintos presos enquanto eu estou sóbria. Vocês me deixam ficar assim por apenas um dia?
Voltar para casa sem lembrar de muitas coisas que aconteceram e apenas cair na cama como um defunto e dormir horas a fio e apenas ao acordar lembrar da minha dor de cabeça. Vocês, preconceituosos e cheios de éticas e morais, me deixem fazer isso por um dia sem me julgar? Eu sinto que preciso disso, tenho necessidade de viver momentos de decadência também, isso é tão errado?
Enquanto vocês vivem as suas vidas medíocres, preocupados e inseguros demais para tomar alguma decisão eu me divirto pelo menos, e vocês? Eu falo por esse medíocres que traem seus namorados ou esposos e depois falam mal dos jovens bêbados, para os que roubam o dinheiro de quem juntou e conquistou durante uma vida e depois tiram isso dos outros. Vocês têm moral de repreender os meus desejos mais íntimos? Eu tenho nojo de vocês quem falam e fazem exatamente o contrário. Prefiro ser depravada do que infeliz dentro de uma máscara que nunca me pertenceu de santa.
A você, que me julga sem saber da minha vida, vamos brindar com tequila e com o meu cuspe no seu copo. Afinal de contas, não preciso de nenhum de vocês e da minha vida, eu faço o que eu bem quiser.
domingo, 7 de agosto de 2011
Um eu e você mais complicado...
Mais um dia vem. A rotina me cerca, os afazeres me deixam ocupada, ando de um lado para o outro resolvendo problemas mas sempre há uma brecha no meio de tanta confusão. É impressionante como você consegue se fixar nos meus pensamentos nos momentos mais improváveis e de distração. Eu não quero, não posso e não vou me deixar levar. Já conversei, soletrei essas palavras para o meu coração. Mas ele não entende, é bandido, é estúpido. Ele só entende quando grito.
A questão não é de ser apaixonada e não ser correspondida, ao contrário, seria correspondida se corresse atrás do que os meus sentimentos pedem. É que não posso, eu, Daniela Almeida, não quero e não aceito. Não aceito insistir no mesmo erro duas vezes, não aceito fazer os meus relacionamentos virarem um ciclo vicioso, não muito obrigada, não quero isso para mim, não novamente.
Eu amo você, demais e agora eu percebo que é mais do que um amigo. A distância parece que prolonga mais ainda o sentimento. As brincadeiras, intimidades que nós temos que "nós poderíamos até conversarmos pelados", como diria o próprio. Noites mal dormidas, conversas jogadas fora, ciúmes ao olhar sua página de relacionamento e qualquer comentário na foto de uma garota aparece lá, provocações, demonstrações de amor, tudo, tudo tão nosso. Nem parece que esse sentimento voltaria a aparecer e muito mais intenso que antes.
Se for acontecer, será naturalmente, será espontâneo e não porque eu vou me declarar. Acho que essas coisas só funcionam em filmes de romance com um final feliz. Portanto independente do que acontecer eu vou continuar te amando. Seja como uma amiga ou como uma garota que ama um garoto.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Eu sou contra
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Obstáculos a serem superados para o nascimento da borboleta
Eu me sinto sozinha, isolada e estranha no meio de várias pessoas. Já fui muito espontânea e quase já cheguei a ser extrovertida. Saia com todos, ria por tudo e vivia feliz nessa minha atmosfera perfeita. Hoje em dia são poucas pessoas que me compreendem e me conhecem, na verdade poderia contar nos dedos com apenas uma palma da mão. São pessoas que sabem o que eu faria em determinada situação e sabem como sou e como penso. Mas elas nem sempre me fazem bem. Algumas vezes me sinto desagradavelmente intimidada com a presença de pessoas assim.
Nunca tive problemas com amigos mas agora eu tenho e é bem grave para mim. Sou filha única e não tenho muitas intimidades com a minha família, com exessão de apenas uma prima minha que é quase uma irmã para mim. Mas tirando ela não sobra ninguém. Eu geralmente fico sozinha dentro do meu quarto escrevendo e vendo bobagens pela internet que até agora me deixou muito feliz. Mas chega uma hora que cansa ficar dentro de um casulo escondida da luz de lá de fora, que brilha incasavelmente e intensamente. Dá vontade de sair de brilhar junto com as outras pessoas e de ser feliz de uma maneira diferente, queria pertecer ao universo de várias pessoas ao mesmo tempo. Mas como fazer isso? Será que eu perdi essa prática de viver junto com outras pessoas?
Eu naturalmente, sou uma pessoa que gosta de sair com os amigos em grupo e dar risada de coisas insanamente idiotas, eu sinto saudades disso que eu não tenho mais. Na verdade, eu preciso disso. Ao contrário vou continuar a ser uma pessoa isolada com um potencial de brilhar, mas com medo de sair do seu casulo tão confortável. Eu não quero e jamais vou querer ser assim. Digo e repito: isto não faz parte de mim, de quem eu sou.
Ultimamente está bem difícil conviver com algumas coisas que estão acontecendo comigo. Eu já me fortaleci bastante com esta situação - que aliás, é bem grave. Mas isso não significa que eu estou conformada com o que eu estou vivendo, eu nunca vou me conformar! Eu preciso de falta de conformidade para me deixar com a cabeça erguida sempre. Eu quero ser maior, melhor e para isso eu não posso desanimar e nem ficar abatida. Porém essa coisa de quererem cortar as minhas asas quando eu mais preciso voar não me ajuda. Eu preciso ter a liberdade de sair com os meus poucos amigos para sair deste meu casulo obscuro que já não me pertence mais e não contem as minhas expectativas mais. Eu gostaria de viver intensamente e aprender a ser mais livre leve e solta, mas como? Se quando sua mãe precisa de você para cuidar de uma avó que está em uma cama muito mal? Como eu posso viver intensamente quando cortam as minhas asas nos meus momentos de alegria? Como eu posso sair deste casulo se há algo me puxando para ele novamente?
Eu sou uma pessoa bem forte sabe, muito forte. Mas isto está começando a me deixar mal e me deixar triste. Ao mesmo tempo que eu preciso viver eu preciso ajudar a minha mãe que está vivendo uma fase difícil comigo, eu preciso e eu sei disso. Mas como fica a minha liberdade de voar? Eu preciso disso tanto quanto ela.
Espero, como todo meu coração, que esta agonia se acabe para todos. Não aguento mais viver dentro de uma vida sem cores, alegria e diversão. Para quê serve uma viver na tristeza, escuridão e com dificuldades, uma atrás da outra? Eu não me conformo com isso meu querido universo, eu não acredito neste tipo de vida para mim. Eu quero sair da situação fortalecida para conseguir aproveitar a minha liberdade depois. Eu quero viver intensamente fora deste casulo que não diz mais nada sobre mim.
sábado, 16 de abril de 2011
O nascimento da borboleta
Sabe, de um tempo para cá tenho entrado em um período de grandes transformações, daquelas que marcam a vida da gente. Elas partem de dentro e são transmitidas por fora, como atos. É muito fácil de notar a minha mutação. Antes era eu e meu casulo, dentro dele como se não existisse um mundo vasto lá fora como se nada fosse acontecer a não ser no meu abrigo. Estou na fase de sair do casulo, as asas da borboleta que vai sair estão crescendo e logo mais esse casulo será pequeno demais para as minhas grandes e lindas asas.
De vez em quando nós reclamamos que a nossa vida está um lixo, nada de bom acontece ou que a nossa vida está monótona, mas esquecemos de agradecer. Tudo o que nós temos deve ser por conquista, não importa a quantidade de coisas e sim o quanto foi difícil para conquistar o seu objetivo. Se um dia você parar para pensar apenas em coisas boas, animadoras eu duvido que a seus dias, sua rotina seja ruim.
Há uma demanda de coisas que eu preciso aprender, você, seu pai, sua mãe, seus amigos, conhecidos ou pessoas que passam diante de você todos os dias na rua. Ser forte ao assumir os seus pontos fracos e batalhar pela superação são coisas das quais todos nós temos que tentar fazer. Pode ser em pequenas atitudes, pequenas demonstrações que faça você agir. A fortaleza surge a partir dos erros, das dificuldades. A partir do momento que você se priva de errar você pára de aprender, se fortalecer.
De vez em quando nós reclamamos que a nossa vida está um lixo, nada de bom acontece ou que a nossa vida está monótona, mas esquecemos de agradecer. Tudo o que nós temos deve ser por conquista, não importa a quantidade de coisas e sim o quanto foi difícil para conquistar o seu objetivo. Se um dia você parar para pensar apenas em coisas boas, animadoras eu duvido que a seus dias, sua rotina seja ruim.
Há uma demanda de coisas que eu preciso aprender, você, seu pai, sua mãe, seus amigos, conhecidos ou pessoas que passam diante de você todos os dias na rua. Ser forte ao assumir os seus pontos fracos e batalhar pela superação são coisas das quais todos nós temos que tentar fazer. Pode ser em pequenas atitudes, pequenas demonstrações que faça você agir. A fortaleza surge a partir dos erros, das dificuldades. A partir do momento que você se priva de errar você pára de aprender, se fortalecer.
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domingo, 13 de março de 2011
Sinto-me um pouco estranha demais ultimanente. De um tempo para cá, nenhum cara conseguiu arrancar um sorriso, a paz, a empolgação. Para mim é tudo sempre igual, um ciclo sem fim que eu já estou completamente cansada. Isso é por causa das várias vezes que eu já me envolvi demais, deixei tudo rolar e tudo aconteceu da maneira que eu menos queria. Oras, o que está acontecendo comigo?
Pensei que meus olhos iriam cintilar emoção, desejo, vontade. Mas tudo o que eu encontrei na minha expressão foi cansaço, falta de ânimo e principalmente indiferença. Indiferença se poderia sair dali sem acontecer nada ou que acontecesse algo. Eu realmente não me importava e continuo não me importando. Há algo em mim que não reconheço mais. As pessoas mudam, naturalmente assim como uma lagarta vira borboleta. Mas sinto que regredi de borboleta para lagarta. Uma lagarta com sangue muito frio porém com a experiência de uma borboleta, que sabe da realidade. Ou talvez eu ainda não seja madura, não sei. Mas a certeza que eu tenho é que tudo está muito diferente do que eu estava acostumada.
Acredito que nem o meu bem querer - o garoto que eu gosto até hoje - poderia recuperar essa minha emoção que se perdeu dentro de mim. Talvez eu esteja cansada de ter apenas um pouco da atenção das pessoas e só um pouco de compaixão. Pode ser que o que eu queria não tenha nome ou não exista. Mas tudo bem. Se não for do jeito que eu quiser posso ficar sozinha, afinal, aprendi a conviver e atender as minhas necessidades.
Pensei que meus olhos iriam cintilar emoção, desejo, vontade. Mas tudo o que eu encontrei na minha expressão foi cansaço, falta de ânimo e principalmente indiferença. Indiferença se poderia sair dali sem acontecer nada ou que acontecesse algo. Eu realmente não me importava e continuo não me importando. Há algo em mim que não reconheço mais. As pessoas mudam, naturalmente assim como uma lagarta vira borboleta. Mas sinto que regredi de borboleta para lagarta. Uma lagarta com sangue muito frio porém com a experiência de uma borboleta, que sabe da realidade. Ou talvez eu ainda não seja madura, não sei. Mas a certeza que eu tenho é que tudo está muito diferente do que eu estava acostumada.
Acredito que nem o meu bem querer - o garoto que eu gosto até hoje - poderia recuperar essa minha emoção que se perdeu dentro de mim. Talvez eu esteja cansada de ter apenas um pouco da atenção das pessoas e só um pouco de compaixão. Pode ser que o que eu queria não tenha nome ou não exista. Mas tudo bem. Se não for do jeito que eu quiser posso ficar sozinha, afinal, aprendi a conviver e atender as minhas necessidades.
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Errado
Eu queria saber o que está errado em mim. O que aconteceu com toda aquela garra, força de vontade interior? Isto sumiu? Com algumas pendências na escola eu me sinto completamente confusa, angustiada por até agora não saber em que colégio eu realmente vou ficar. Eu queria muitas mudanças para esse ano, só espero que elas acarretem bons acontecimentos.
Não consigo relaxar de uns tempos para caá. Tô com muita tensão acumulada sobre várias coisas. Escola, trabalho (que eu ainda não arranjei de verdade) relacionamentos e uma briga no início do ano. E também uma coisa que eu acabei de descobrir: o meu passado que continuar no presente. É muita coisa para administrar ao mesmo tempo e eu realmente não gosto de empurrar as coisas com a barriga. Eu posso até não lembrar do problema no dia-a-dia mas com certeza ele está lá. E nas horas vagas ele faz questão de ficar na minha mente, pedindo não, gritando por uma resolução.
Eu vejo as pessoas trabalhando, se dando bem, comprando suas próprias coisas, bancando os seus próprios gastos e eu fico só assistindo tudo isso com olhos brilhantes. Não quero olhos brilhantes eu quero mais é ir a luta. Nem que eu tenha que me esfolar para conseguir isto, eu preciso disso para me sentir mais confiante e feliz pela minha posição. Nem é tanto a questão de ter objetos materiais é questão de ser independente - essa palavra soa muito bem.
Nos relacionamentos eu não consigo. Não relaxo, não aproveito, me apego mas não quero me apegar. Está muito confuso. Estou lutando contra esse meu lado racional que se alojou dentro de mim e simplesmente não quer sair por causa de uma nova decepção.
Muitas coisas enroladas nesse início do ano e eu espero que este seja apenas o início para uma fase muito boa que vai se extender por um longo tempo. Afinal de contas, eu acho que eu mereço um pouco de paz dentro de mim. Seja no meu coração ou na minha cabeça.
Não consigo relaxar de uns tempos para caá. Tô com muita tensão acumulada sobre várias coisas. Escola, trabalho (que eu ainda não arranjei de verdade) relacionamentos e uma briga no início do ano. E também uma coisa que eu acabei de descobrir: o meu passado que continuar no presente. É muita coisa para administrar ao mesmo tempo e eu realmente não gosto de empurrar as coisas com a barriga. Eu posso até não lembrar do problema no dia-a-dia mas com certeza ele está lá. E nas horas vagas ele faz questão de ficar na minha mente, pedindo não, gritando por uma resolução.
Eu vejo as pessoas trabalhando, se dando bem, comprando suas próprias coisas, bancando os seus próprios gastos e eu fico só assistindo tudo isso com olhos brilhantes. Não quero olhos brilhantes eu quero mais é ir a luta. Nem que eu tenha que me esfolar para conseguir isto, eu preciso disso para me sentir mais confiante e feliz pela minha posição. Nem é tanto a questão de ter objetos materiais é questão de ser independente - essa palavra soa muito bem.
Nos relacionamentos eu não consigo. Não relaxo, não aproveito, me apego mas não quero me apegar. Está muito confuso. Estou lutando contra esse meu lado racional que se alojou dentro de mim e simplesmente não quer sair por causa de uma nova decepção.
Muitas coisas enroladas nesse início do ano e eu espero que este seja apenas o início para uma fase muito boa que vai se extender por um longo tempo. Afinal de contas, eu acho que eu mereço um pouco de paz dentro de mim. Seja no meu coração ou na minha cabeça.
sábado, 22 de janeiro de 2011
A volta do sentido
Hoje eu finalmente consegui enxergar algumas coisas que eu não conseguia ver antes. Algo que estava bem na minha frente, mas por falta de atenção ou de algum aviso não conseguia ver. Mas agora eu vejo o meu erro.
Eu estava vivendo dentro de uma máscara que não me pertence - na verdade nunca me pertenceu. Eu deixei de lado a minha essência para embarcar dentro de uma mente perigosa, uma mente que consegue influenciar muito. Agora eu vejo que toda essa tristeza, falta de sentido nas coisas vem justamente dessa máscara.
Eu estava tentando me enganar usando um estilo de vida que não é meu. Um estilo de vida que não funciona comigo, não é compatível com o que eu acredito. Não era possível conviver com as duas ideias ao mesmo tempo pois aquilo é um paradoxo. Era uma questão de escolha, que infelizmente fiz errada.
Acreditava que trocando de estilo de vida eu iria mudar a minha realidade. Mas a única coisa que acabou mudando fui eu mesma. Talvez essa busca incasável pela perfeição tenha me enfiado nessa roubada, esse antagonismo entre ser cauculista e sentimental. Eu não fiz as coisas direito, eu não separei as coisas. Eu usei a minha máscara de cauculista e vi a vida diferente, sem sentido, entediante e sem alterações. Tudo me parecia muito antigo, como se já conhecesse o mundo por muito tempo, coisa que não exergava antes.
A minha essência é ser sentimental e eu devo assumir isso e gostar disso. Por mais que eu sofra muito, essa é a minha maneira de evoluir, de chegar na perfeição. Não acredito como não vi isso antes. Eu estava muito ocupada em cultivar uma máscara que me deixava triste, sem perspectiva. Mas agora eu finalmente vejo o meu erro.
Com a reflexão feita eu espero que isso não ocorra novamente - vou tratar de não deixar isto acontecer. Vou voltar a ser a mesma que sempre fui, porque isso é o que eu sei fazer de melhor. Sou muito mais feliz sendo eu mesma do que vivendo atrás de uma máscara que eu nunca conheci e que não me faz bem.
Eu estava vivendo dentro de uma máscara que não me pertence - na verdade nunca me pertenceu. Eu deixei de lado a minha essência para embarcar dentro de uma mente perigosa, uma mente que consegue influenciar muito. Agora eu vejo que toda essa tristeza, falta de sentido nas coisas vem justamente dessa máscara.
Eu estava tentando me enganar usando um estilo de vida que não é meu. Um estilo de vida que não funciona comigo, não é compatível com o que eu acredito. Não era possível conviver com as duas ideias ao mesmo tempo pois aquilo é um paradoxo. Era uma questão de escolha, que infelizmente fiz errada.
Acreditava que trocando de estilo de vida eu iria mudar a minha realidade. Mas a única coisa que acabou mudando fui eu mesma. Talvez essa busca incasável pela perfeição tenha me enfiado nessa roubada, esse antagonismo entre ser cauculista e sentimental. Eu não fiz as coisas direito, eu não separei as coisas. Eu usei a minha máscara de cauculista e vi a vida diferente, sem sentido, entediante e sem alterações. Tudo me parecia muito antigo, como se já conhecesse o mundo por muito tempo, coisa que não exergava antes.
A minha essência é ser sentimental e eu devo assumir isso e gostar disso. Por mais que eu sofra muito, essa é a minha maneira de evoluir, de chegar na perfeição. Não acredito como não vi isso antes. Eu estava muito ocupada em cultivar uma máscara que me deixava triste, sem perspectiva. Mas agora eu finalmente vejo o meu erro.
Com a reflexão feita eu espero que isso não ocorra novamente - vou tratar de não deixar isto acontecer. Vou voltar a ser a mesma que sempre fui, porque isso é o que eu sei fazer de melhor. Sou muito mais feliz sendo eu mesma do que vivendo atrás de uma máscara que eu nunca conheci e que não me faz bem.
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