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sábado, 4 de fevereiro de 2012
Necessidades comuns e insatisfação mais comum ainda
Na maioria do tempo a gente se obriga a pensar coisas boas, dar um sorriso e fingir que está tudo bem. É fácil enganar os outros, e de vez em quando, nós mesmos. Mas a gente sabe: no fundo, as coisas são estão nada do jeito que a gente queria que estivesse.
Um encontro de última hora desmarcado, uma conta a mais para pagar, mais um dia sem emprego e muitas e muitas vontades, que mais parecem necessidades, e vivem atormentando a nossa pobre mente conturbada, cheia de espectativas, vontades e carências. E como se não bastasse um coração vazio, cheio de espectativas para se encher de amor por além, que na maioria das vezes, não correponde ou é uma paixão cretina.
Eu encontro uma alegria ou outra largada no meio da rua, como se fosse uma criança carente que pede esmolas a qualquer pessoa que passa pelas calçadas. Dar dinheiro para ela é uma ato de bondade, você se sente bem. Mas depois fica triste em saber que essa criança continua na rua, com pouquíssimo dinheiro. Coisa que só dá para comprar um docinho ou salgadinho. Minha felicidade é assim na maioria das vezes: bem pobre e abandonada, de vez em quando ela surge com algumas esmolas que alguém oferece.
Eu destesto esmolas dos outros, detesto. As pessoas dizem que eu mereço mais do que meras migalhas, mereço ser feliz. Mas quem disse que eu não sei disso? Quem disse que eu não busco coisa melhor? Engano da maioria das pessoas que me dizem isso. Eu quero é ser feliz. Não pelas metades, mas de uma maneira completa. Tô cansada dessa mesmice que as pessoas por acaso chamam de "vida".
Quero um trabalho que dê para saciar minhas vontades, um curto mas bem aproveitado tempo que me permita dar uns goles de tequila, de sair para uma baladinha. Quero um homem com "H" maiúsculo que seja maduro e me entenda para dar umas saidinhas de vez em quando, quero conhecer gente nova e mais velha, quero fazer minha faculdade, quero. Quero tudo o que uma pessoa normal poderia querer e que não mata ninguém. Isso é pedir demais? Eu não acho. Prefiro acreditar que eu mereço tudo isso.
sábado, 17 de setembro de 2011
O casulo se rompeu e a borboleta saiu
Criei coragem de uns tempos para cá, inovei. Ao invés de gastar meu tempo dentro das minhas quatro paredes sempre conectada com os amigos virtuais eu saí. Sim, fiquei insegura, cheia de medo de fazer feio mas fui mesmo assim, acreditava que eu precisava fazer isso para sair da minha inércia que já não me proporcionava felicidade.
Comecei minha nova fase, meu novo caminho e infelizmente - ou até mesmo felizmente - encontrei dificuldades no meio do caminho. Não desanimei, bati de frente com o desafio com bravura e vontade. Sair de casa sempre foi um problema para a minha mãe e principalmente para mim, que nunca consegui confrontá-la. Sempre fui muito passiva em várias situações, sempre tive medo de falar ou fazer algo que pudesse me prejudicar mais tarde. Não sei por quê e nem de onde surgiu tanta vontade, na verdade isso pouco me interessava, eu apenas queria e lutaria por aquilo que eu mais quero e preciso: liberdade.
Se engana quem pensa que a luta foi fácil, ao contrário, foi bem árdua. Tive que conversar, brigar, discutir, bater a porta e mostrar que há uma borboleta se desenvolvendo e as suas asas são grandes demais para esse casulo minúsculo. Os pais têm mania de dizer que nós somos rebeldes demais, mas eles são ignorantes demais para se lembrarem de quando também tinham essa idade e o sentimento de uma necessidade de quebrar barreiras e aquelas regras que nos eram impostas quando éramos crianças, que na época não tínhamos a capacidade de questionar.
Questionei, e muito sobre alguns valores e regras que foram impostas, porque eu sabia que elas apenas existiam e não havia uma razão. Ao decorrer do tempo eu fui mostrando - e jogando quando necessário - a verdade para minha mãe para que ela entendesse o quanto tudo aquilo de não me deixar sair de noite não fazia sentido, não para mim. Os tempos mudaram, ela sabia e sabe disso, mas é difícil tirar da cabeça de alguém algo que vem desde a sua criação: filhos não podem sair de noite.
Algo acontecia bem devagar, tanto com ela quanto comigo. Antes de ter a minha tão almejada liberdade eu teria que pagar um preço que não era negociável. Era pegar ou largar, e eu peguei com toda a vontade do mundo. Por mais que o preço a ser pago fosse alto demais. Fiz tudo o que tinha que fazer e até mais, tudo para mostrar que era capaz de sair de noite com 18 anos mas com a responsabilidade de uma pessoa que 30. Foi árduo, duplamente árduo para mim. Tinha que fazê-la enxergar o que estava de errado e também que eu era capaz. Não foi nada fácil, admito com a humildade de uma pessoa que tem fraquezas. Eu estava cansada, irritada mas continuava, sem parar, apenas esperando o dia que a minha liberdade iria me dar asas.
Finalmente consegui o que tanto queria. No primeiro momento paguei mais cara pelo preço de saber se eu era capaz do que a própria liberdade, fiz isso de maneira vingativa e raivosa, mas depois isso passou e surgiu o orgulho, a satisfação, a confiança que eu não sabia que tinha dentro de mim. Ao mesmo tempo que queria gritar "estou livre por hoje!", queria gritar mais alto ainda "eu sou capaz de pagar pela minha liberdade!".
Hoje, aos 18 anos, com toda a vontade imensa de viver, quebrar regras, de entender como os meus hormônios funcionam, de beijar, de dançar, de dar risada, de ter amigos, de ter ficantes e de ficar alegre eu declaro que consegui mais um pedacinho da minha liberdade através do meu esforço, através da minha determinação e do meu ideal. Se estiver alguém aí, se sentindo apertado com as diversas regras, discussões e valores que lhe foram implantados se liberte, se jogue, encare. Não há nada mais gratificante do que conquistar as coisas, principalmente a liberdade.
sábado, 16 de abril de 2011
O nascimento da borboleta
Sabe, de um tempo para cá tenho entrado em um período de grandes transformações, daquelas que marcam a vida da gente. Elas partem de dentro e são transmitidas por fora, como atos. É muito fácil de notar a minha mutação. Antes era eu e meu casulo, dentro dele como se não existisse um mundo vasto lá fora como se nada fosse acontecer a não ser no meu abrigo. Estou na fase de sair do casulo, as asas da borboleta que vai sair estão crescendo e logo mais esse casulo será pequeno demais para as minhas grandes e lindas asas.
De vez em quando nós reclamamos que a nossa vida está um lixo, nada de bom acontece ou que a nossa vida está monótona, mas esquecemos de agradecer. Tudo o que nós temos deve ser por conquista, não importa a quantidade de coisas e sim o quanto foi difícil para conquistar o seu objetivo. Se um dia você parar para pensar apenas em coisas boas, animadoras eu duvido que a seus dias, sua rotina seja ruim.
Há uma demanda de coisas que eu preciso aprender, você, seu pai, sua mãe, seus amigos, conhecidos ou pessoas que passam diante de você todos os dias na rua. Ser forte ao assumir os seus pontos fracos e batalhar pela superação são coisas das quais todos nós temos que tentar fazer. Pode ser em pequenas atitudes, pequenas demonstrações que faça você agir. A fortaleza surge a partir dos erros, das dificuldades. A partir do momento que você se priva de errar você pára de aprender, se fortalecer.
De vez em quando nós reclamamos que a nossa vida está um lixo, nada de bom acontece ou que a nossa vida está monótona, mas esquecemos de agradecer. Tudo o que nós temos deve ser por conquista, não importa a quantidade de coisas e sim o quanto foi difícil para conquistar o seu objetivo. Se um dia você parar para pensar apenas em coisas boas, animadoras eu duvido que a seus dias, sua rotina seja ruim.
Há uma demanda de coisas que eu preciso aprender, você, seu pai, sua mãe, seus amigos, conhecidos ou pessoas que passam diante de você todos os dias na rua. Ser forte ao assumir os seus pontos fracos e batalhar pela superação são coisas das quais todos nós temos que tentar fazer. Pode ser em pequenas atitudes, pequenas demonstrações que faça você agir. A fortaleza surge a partir dos erros, das dificuldades. A partir do momento que você se priva de errar você pára de aprender, se fortalecer.
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