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domingo, 12 de agosto de 2012
Saia da minha cabeça, agora!
Sempre me disseram que quando as coisas estão indo bem demais é melhor ficar preocupado porque coisas ruins estão a caminho. Eu diria que as coisas ruins não chegam a acontecer de fato, elas precisam ficar na sua mente, nos pensamentos no dia-a-dia. Pensamentos ruins são como pólvora, é preciso apenas de uma faísca para elas surgirem e logo explodirem - dentro da nossa cabeça. As cenas são montadas na nossa cabeça, os detalhes são construídos minuciosamente até que a neura e logo em seguida as lágrimas tomam o nosso rosto. Nós vivemos um mundo a parte, todo em preto e branco. Tudo isso em apenas frações de segundos e se prolongam por vários minutos, horas e - dependendo de como for - dias, semanas.
Já me disse várias vezes que não iria me apegar fácil, não iria criar ilusões tolas, acreditar em pessoas que eu mal conheço. Disse, mas nunca consegui cumprir. É muito mais fácil ficar nas palavras e na cabeça tudo aquilo que a gente quer que aconteça ou que a gente teme que possa acontecer. É difícil trocar as palavras bíblicas pelas ações, mesmo que as consequências dessas sejam boas.
Os meus amigos me dizem pra não ligar muito, sair com outros caras, curtir a vida, fingir que não me importo. Podem me chamar de fraca, mas prefiro não ter nada disso do que fingir. Fingir um sorriso, fingir que gostou de alguém, fingir que tá amando. Não nasci pra representar e esconder a minha verdadeira personalidade, mas quase que consequentemente, nasci pra sofrer essa escolha que eu fiz. Fazer o que você sente vontade tem lá seus contras. Ligar no dia seguinte do encontro "é ser fácil". Mandar mensagem falando que tá com "saudades" é estar aos pés do cara. Ou seja: ser eu mesma é brega.
Talvez, conforme o tempo eu mude o meu jeito de pensar, de ver as coisas. Talvez o que agora me abale não faça nem cócegas em mim daqui uns 8 anos. Mas enquanto isso aceito a sentença de ser quem eu sou: neurótica, apaixonada por estranhos e cheia de fantasias. Que se foda vocês querendo me dizer quem eu tenho que ser.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Necessidades comuns e insatisfação mais comum ainda
Na maioria do tempo a gente se obriga a pensar coisas boas, dar um sorriso e fingir que está tudo bem. É fácil enganar os outros, e de vez em quando, nós mesmos. Mas a gente sabe: no fundo, as coisas são estão nada do jeito que a gente queria que estivesse.
Um encontro de última hora desmarcado, uma conta a mais para pagar, mais um dia sem emprego e muitas e muitas vontades, que mais parecem necessidades, e vivem atormentando a nossa pobre mente conturbada, cheia de espectativas, vontades e carências. E como se não bastasse um coração vazio, cheio de espectativas para se encher de amor por além, que na maioria das vezes, não correponde ou é uma paixão cretina.
Eu encontro uma alegria ou outra largada no meio da rua, como se fosse uma criança carente que pede esmolas a qualquer pessoa que passa pelas calçadas. Dar dinheiro para ela é uma ato de bondade, você se sente bem. Mas depois fica triste em saber que essa criança continua na rua, com pouquíssimo dinheiro. Coisa que só dá para comprar um docinho ou salgadinho. Minha felicidade é assim na maioria das vezes: bem pobre e abandonada, de vez em quando ela surge com algumas esmolas que alguém oferece.
Eu destesto esmolas dos outros, detesto. As pessoas dizem que eu mereço mais do que meras migalhas, mereço ser feliz. Mas quem disse que eu não sei disso? Quem disse que eu não busco coisa melhor? Engano da maioria das pessoas que me dizem isso. Eu quero é ser feliz. Não pelas metades, mas de uma maneira completa. Tô cansada dessa mesmice que as pessoas por acaso chamam de "vida".
Quero um trabalho que dê para saciar minhas vontades, um curto mas bem aproveitado tempo que me permita dar uns goles de tequila, de sair para uma baladinha. Quero um homem com "H" maiúsculo que seja maduro e me entenda para dar umas saidinhas de vez em quando, quero conhecer gente nova e mais velha, quero fazer minha faculdade, quero. Quero tudo o que uma pessoa normal poderia querer e que não mata ninguém. Isso é pedir demais? Eu não acho. Prefiro acreditar que eu mereço tudo isso.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Episódio da primeira sexta-feira do ano
Eu estava aqui sentada pensando na minha vida, mais especificamente em um "nós dois". Tudo isso começou quando vi que você estava online no msn. Geralmente você vinha falar comigo, no primeiro instante mas nessa noite foi diferente, você não veio falar comigo. Depois daquele dia que nós saímos eu não fiquei satisfeita, não mesmo. Me sentia louca e inexistente quando não era olhada como um objeto sexual. Ele estava andava desleixado ao meu lado sem me fitar diretamente, olhando apenas o movimento da rua. Eu andava calada, cansada da caminhada que tinha feito antes sem descansar e também não o fitava, só ouvia ele falar com um casal de amigos que andava logo atrás de nós. Fui assim, até chega o local combinado, sem soltar muitas palavras e escutar uns desaforos. Pensei em tudo isso em menos de cinco minutos, por isso decidi não dar a largada ao assunto, apenas continuei o que estava fazendo.
Logo após sentar novamente me lembrei de outras coisas. Ele respondendo mensagens do meu lado impaciente e um pouco sem graça. Li apenas algumas palavras das mensagens que ele trocava com uma menina que consegui memorizar o nome. As primeiras palavras da mensagem eram "amor". Não fiz alarde, não queria mais saber. Dane-se quem fala com ele, nós não temos nenhum compromisso sério. Entretanto é óbvio que isso veio a tona depois. Era como se eu tivesse guardado um papel em uma gaveta que mais tarde teria que organizar.
Quando me dei conta deixei de viver o presente para relembrar o passado, junto com as angústias, frustrações e decepções daquele momento. Fiquei triste, mas a minha razão tentou me empurrar para pensamentos melhores, apenas tentou. De repente, os momentos felizes nos quais estava me apegando não valia mais nada. Senti um vazio muito profundo, mas ainda não tive a audácia de agir.
Prometi para mim mesma que não procuraria, porque sabia que ia achar algo. Minha razão gritou, gritou até ficar rouca dentro de mim, quase ao ponto de perfurar minha cabeça mas o maldito coração estava lá, pedindo para ver e o fiz. Estava lá o meu temor se realizando: achar algo que pudesse me derrubar, mais uma vez, fiquei triste. Sai da sua página e retornei ao meu tormento pessoal, ainda resistindo, mas por pouco. Entretanto não estava feliz com a dose de masoquismo, queria mais e dessa vez minha razão não fez mais esforço. Cliquei em um dos links e achei outra coisa. Minha primeira a única reação foi ódio, a segunda foi traição, e a terceira... bom, eu estava sendo feita de idiota. Em uma foto alheia ele dizia ser dono de uma tal garota - que nem tive a paciência de analisar se era digna de beleza - e ela afirmava que era dele. Fiquei pensando "será que estou louca, só eu que sinto essas coisas?".
Não pensei, não imaginei, não medi minha ações. Fui falar com ele pensando em apenas uma coisa: acabar com ele. Já tinha tomado a minha decisão entre lágrimas e apertos no coração, era uma loucura que eu estava disposta a fazer, mesmo que me fizesse sofrer junto. Eu ia acabar com o pouco que nós tínhamos, eu iria pra ele nos próximos segundos que não o queria mais. E para falar a verdade? Eu realmente não quero, sei que isso é apego e que daqui uma semana e meia minha cabeça vai estar em outro cara, que com certeza não será ele.
Cheguei como uma pessoa educada, com o nada clichê "Oi, tudo bem?", justamente para não dar pista. Ele me respondeu com o usual apelido "amor", que na hora só me subiu o sangue e aumentou o meu rancor, o suficiente para continuar a minha loucura. Não aguentava mais esperar para falar aquilo e falei objetivamente: vamos parar de ficar. Ele perguntou o por que da decisão e eu friamente respondi: só acho melhor nós pararmos de ficar. Ele só me respondeu com um "se é isso que você quer, tudo bem" e no final uma carinha feliz para tentar me enganar. Até acreditei em um segundo na felicidade forçada mas depois pensei: orgulhoso, é lógico que ele não vai transparecer. Respondi com um "uhum" de saco cheio com a pegunta que estava contida naquela frase "você tem certeza do que está fazendo? olha que não vai ter mais volta!". Ele colocou uma carinha feliz e eu não disse mais nada. O que mais eu poderia falar? Nada, já estava feito.
Minutos depois senti meu peito inchar, meu coração bater mais forte e um medo insano, que não cabia dentro de mim. Mais o orgulho da minha posição veio a tona: eu tive coragem, eu consegui. Consegui acabar com ele assim como ele fez comigo. Ao mesmo tempo que fiquei feliz por ter me valorizado nessa história, fiquei triste por ter fazer aquilo, não estava nos meus planos. O choro ecoou de dentro pra fora e eu chorei, chorei segurando aquilo que estava contido mas que veio a tona, como um vulcão em erupção. Não sentia arrependimento, mas me sentia sozinha. Sozinha porque estava apegada a alguém, mas na verdade, estava muito mais sozinha do que acompanhada.
Um dia depois do chororô e de um certo amparo visitei sua página, de novo. Por que? Não sei, prefiro não entender o que se passa dentro de mim as vezes. Mas dessa vez, vi algo que não estava direcionado a suas amigas (que pra mim, são biscates). Ele dizia que eu posso ir embora, já estava na hora de procurar uma nova paixão e deixar de sofrer. Eu nunca iria vê-lo chorar. Essa mensagem malcriada me deixou feliz, surpreendementemente. Se não se importasse, não daria o luxo de colocar algo para me atingir. Tive a plena certeza que eu o derrubei do cavalo, com a mesma intensidade que ele fez comigo. Olho por olho, dente por dente. Foi assim que aconteceu esse episódio histórico, rápido e conturbado. A ferida foi aberta ontem por mim mesma e ainda dói com certa intensidade. Mas prefiro assim. Essa semana eu choro, na próxima choro de dar risada. E assim a vida continua. Não há ferida que não cicatrize e não há felicidade que dure eternamente.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Obstáculos a serem superados para o nascimento da borboleta
Eu me sinto sozinha, isolada e estranha no meio de várias pessoas. Já fui muito espontânea e quase já cheguei a ser extrovertida. Saia com todos, ria por tudo e vivia feliz nessa minha atmosfera perfeita. Hoje em dia são poucas pessoas que me compreendem e me conhecem, na verdade poderia contar nos dedos com apenas uma palma da mão. São pessoas que sabem o que eu faria em determinada situação e sabem como sou e como penso. Mas elas nem sempre me fazem bem. Algumas vezes me sinto desagradavelmente intimidada com a presença de pessoas assim.
Nunca tive problemas com amigos mas agora eu tenho e é bem grave para mim. Sou filha única e não tenho muitas intimidades com a minha família, com exessão de apenas uma prima minha que é quase uma irmã para mim. Mas tirando ela não sobra ninguém. Eu geralmente fico sozinha dentro do meu quarto escrevendo e vendo bobagens pela internet que até agora me deixou muito feliz. Mas chega uma hora que cansa ficar dentro de um casulo escondida da luz de lá de fora, que brilha incasavelmente e intensamente. Dá vontade de sair de brilhar junto com as outras pessoas e de ser feliz de uma maneira diferente, queria pertecer ao universo de várias pessoas ao mesmo tempo. Mas como fazer isso? Será que eu perdi essa prática de viver junto com outras pessoas?
Eu naturalmente, sou uma pessoa que gosta de sair com os amigos em grupo e dar risada de coisas insanamente idiotas, eu sinto saudades disso que eu não tenho mais. Na verdade, eu preciso disso. Ao contrário vou continuar a ser uma pessoa isolada com um potencial de brilhar, mas com medo de sair do seu casulo tão confortável. Eu não quero e jamais vou querer ser assim. Digo e repito: isto não faz parte de mim, de quem eu sou.
Ultimamente está bem difícil conviver com algumas coisas que estão acontecendo comigo. Eu já me fortaleci bastante com esta situação - que aliás, é bem grave. Mas isso não significa que eu estou conformada com o que eu estou vivendo, eu nunca vou me conformar! Eu preciso de falta de conformidade para me deixar com a cabeça erguida sempre. Eu quero ser maior, melhor e para isso eu não posso desanimar e nem ficar abatida. Porém essa coisa de quererem cortar as minhas asas quando eu mais preciso voar não me ajuda. Eu preciso ter a liberdade de sair com os meus poucos amigos para sair deste meu casulo obscuro que já não me pertence mais e não contem as minhas expectativas mais. Eu gostaria de viver intensamente e aprender a ser mais livre leve e solta, mas como? Se quando sua mãe precisa de você para cuidar de uma avó que está em uma cama muito mal? Como eu posso viver intensamente quando cortam as minhas asas nos meus momentos de alegria? Como eu posso sair deste casulo se há algo me puxando para ele novamente?
Eu sou uma pessoa bem forte sabe, muito forte. Mas isto está começando a me deixar mal e me deixar triste. Ao mesmo tempo que eu preciso viver eu preciso ajudar a minha mãe que está vivendo uma fase difícil comigo, eu preciso e eu sei disso. Mas como fica a minha liberdade de voar? Eu preciso disso tanto quanto ela.
Espero, como todo meu coração, que esta agonia se acabe para todos. Não aguento mais viver dentro de uma vida sem cores, alegria e diversão. Para quê serve uma viver na tristeza, escuridão e com dificuldades, uma atrás da outra? Eu não me conformo com isso meu querido universo, eu não acredito neste tipo de vida para mim. Eu quero sair da situação fortalecida para conseguir aproveitar a minha liberdade depois. Eu quero viver intensamente fora deste casulo que não diz mais nada sobre mim.
domingo, 13 de março de 2011
Sinto-me um pouco estranha demais ultimanente. De um tempo para cá, nenhum cara conseguiu arrancar um sorriso, a paz, a empolgação. Para mim é tudo sempre igual, um ciclo sem fim que eu já estou completamente cansada. Isso é por causa das várias vezes que eu já me envolvi demais, deixei tudo rolar e tudo aconteceu da maneira que eu menos queria. Oras, o que está acontecendo comigo?
Pensei que meus olhos iriam cintilar emoção, desejo, vontade. Mas tudo o que eu encontrei na minha expressão foi cansaço, falta de ânimo e principalmente indiferença. Indiferença se poderia sair dali sem acontecer nada ou que acontecesse algo. Eu realmente não me importava e continuo não me importando. Há algo em mim que não reconheço mais. As pessoas mudam, naturalmente assim como uma lagarta vira borboleta. Mas sinto que regredi de borboleta para lagarta. Uma lagarta com sangue muito frio porém com a experiência de uma borboleta, que sabe da realidade. Ou talvez eu ainda não seja madura, não sei. Mas a certeza que eu tenho é que tudo está muito diferente do que eu estava acostumada.
Acredito que nem o meu bem querer - o garoto que eu gosto até hoje - poderia recuperar essa minha emoção que se perdeu dentro de mim. Talvez eu esteja cansada de ter apenas um pouco da atenção das pessoas e só um pouco de compaixão. Pode ser que o que eu queria não tenha nome ou não exista. Mas tudo bem. Se não for do jeito que eu quiser posso ficar sozinha, afinal, aprendi a conviver e atender as minhas necessidades.
Pensei que meus olhos iriam cintilar emoção, desejo, vontade. Mas tudo o que eu encontrei na minha expressão foi cansaço, falta de ânimo e principalmente indiferença. Indiferença se poderia sair dali sem acontecer nada ou que acontecesse algo. Eu realmente não me importava e continuo não me importando. Há algo em mim que não reconheço mais. As pessoas mudam, naturalmente assim como uma lagarta vira borboleta. Mas sinto que regredi de borboleta para lagarta. Uma lagarta com sangue muito frio porém com a experiência de uma borboleta, que sabe da realidade. Ou talvez eu ainda não seja madura, não sei. Mas a certeza que eu tenho é que tudo está muito diferente do que eu estava acostumada.
Acredito que nem o meu bem querer - o garoto que eu gosto até hoje - poderia recuperar essa minha emoção que se perdeu dentro de mim. Talvez eu esteja cansada de ter apenas um pouco da atenção das pessoas e só um pouco de compaixão. Pode ser que o que eu queria não tenha nome ou não exista. Mas tudo bem. Se não for do jeito que eu quiser posso ficar sozinha, afinal, aprendi a conviver e atender as minhas necessidades.
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Talvez eu não esteja realmente sozinha, eu apenas me sinto assim. Eu confesso que não consigo mais confiar em ninguém além de mim mesma depois de tudo que eu vejo, como as pessoas ferem as outras. Eu apenas fico no meu lugar, bem longe de uma nova cicatriz. Será que tem que ser assim? Eu realmente não gostaria que fosse assim. Eu perco o prazer de conhecer novas pessoas justamente por causa das suas futilidades. Todos querem falar, jogar na cara alguma coisa mas ninguém está realmente disposto a ter mudanças a escutar ao outros, eles querem cada vez mais te enxer de palavras até seus ouvidos não aguentarem mais.
Eu perco cada vez mais o gosto de ter alguém ao meu lado, uma vez que eu já sei o que estará por vir mais tarde.
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