sábado, 17 de setembro de 2011

Girls just wanna have fun


 

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Apenas uma noite

 
  Eu queria sair de casa hoje, não como a pessoa responsável que eu sempre fui e nunca vou deixar de ser. Quero fazer tudo o que eu não faria nessa noite. Beber até esquecer dos problemas, dançar até não querer mais, cantar até o bartender, dar risada com os meus amigos, que estariam tão alegres e embriagados quando eu. Queria me divertir e esquecer que na segunda tem escola e que quarta-feira tenho prova de matemática, quero na verdade. 
 Voltar de manhã ainda louca e depois sentir as consequências da noite passada. Eu realmente não me importaria em ficar com ressaca se a noite valesse a pena, se eu tivesse histórias para contar. Gostaria de esquecer dele e todas as dificuldades entre nós, para me concentrar apenas nos homens daquele espaço pequeno, tumultuado, escuro, muito animado, abafado e com cheiro de álcool. Eu quero ficar com outros caras na balada para compensar o tempo que eu me sentia sozinha, apenas essa noite. Não faço questão de fazer o certo ou o errado, de me enganar ou não, quero apenas liberar meus instintos presos enquanto eu estou sóbria. Vocês me deixam ficar assim por apenas um dia?
  Voltar para casa sem lembrar de muitas coisas que aconteceram e apenas cair na cama como um defunto e dormir horas a fio e apenas ao acordar lembrar da minha dor de cabeça. Vocês, preconceituosos e cheios de éticas e morais, me deixem fazer isso por um dia sem me julgar? Eu sinto que preciso disso, tenho necessidade de viver momentos de decadência também, isso é tão errado?
  Enquanto vocês vivem as suas vidas medíocres, preocupados e inseguros demais para tomar alguma decisão eu me divirto pelo menos, e vocês? Eu falo por esse medíocres que traem seus namorados ou esposos e depois falam mal dos jovens bêbados, para os que roubam o dinheiro de quem juntou e conquistou durante uma vida e depois tiram isso dos outros. Vocês têm moral de repreender os meus desejos mais íntimos? Eu tenho nojo de vocês quem falam e fazem exatamente o contrário. Prefiro ser depravada do que infeliz dentro de uma máscara que nunca me pertenceu de santa.
  A você, que me julga sem saber da minha vida, vamos brindar com tequila e com o meu cuspe no seu copo. Afinal de contas, não preciso de nenhum de vocês e da minha vida, eu faço o que eu bem quiser. 

domingo, 7 de agosto de 2011

Um eu e você mais complicado...


  Mais um dia vem. A rotina me cerca, os afazeres me deixam ocupada, ando de um lado para o outro resolvendo problemas mas sempre há uma brecha no meio de tanta confusão. É impressionante como você consegue se fixar nos meus pensamentos nos momentos mais improváveis e de distração. Eu não quero, não posso e não vou me deixar levar. Já conversei, soletrei essas palavras para o meu coração. Mas ele não entende, é bandido, é estúpido. Ele só entende quando grito.
  A questão não é de ser apaixonada e não ser correspondida, ao contrário, seria correspondida se corresse atrás do que os meus sentimentos pedem. É que não posso, eu, Daniela Almeida, não quero e não aceito. Não aceito insistir no mesmo erro duas vezes, não aceito fazer os meus relacionamentos virarem um ciclo vicioso, não muito obrigada, não quero isso para mim, não novamente.
  Eu amo você, demais e agora eu percebo que é mais do que um amigo. A distância parece que prolonga mais ainda o sentimento. As brincadeiras, intimidades que nós temos que "nós poderíamos até conversarmos pelados", como diria o próprio. Noites mal dormidas, conversas jogadas fora, ciúmes ao olhar sua página de relacionamento e qualquer comentário na foto de uma garota aparece lá, provocações, demonstrações de amor, tudo, tudo tão nosso. Nem parece que esse sentimento voltaria a aparecer e muito mais intenso que antes.
  Se for acontecer, será naturalmente, será espontâneo e não porque eu vou me declarar. Acho que essas coisas só funcionam em filmes de romance com um final feliz. Portanto independente do que acontecer eu vou continuar te amando. Seja como uma amiga ou como uma garota que ama um garoto.
 


sexta-feira, 15 de julho de 2011

E quando seus sonhos são grandes demais para você?

  Ultimamente ando com uns problemas, umas amarguras que uma pessoa da minha idade não deveria ter. Eu sou assim, alegre na maioria do tempo. Animada, otimista e sorridente mas tenho meus declínios, minhas fraquezas que de vez em quando veem a tona.
  Hoje, no dia do meu aniversário poderia me sentir feliz por avançar mais um etapa da minha vida, mas ao invés disso me sinto triste, angustiada por não ter aquela vida que sempre quis e que luto todos os dias com as minhas doses quase infindáveis de otimismo e de sorrisos. É difícil parar para pensar e sentir essa angústia vindo quente e rápida nas suas ideias. Elas se forma, se fixam e é difícil de tirá-las. Ok, todo mundo tem dificuldades nessa vida, eu conheço isso. Mas ainda sim me sinto mal, sinto que eu não deveria me entregar a situação ruim e sim reverté-la, mas como?
  Queria que eu fosse um fundo bem gigantesco de esperança, mas de vez em quando o pessimismo me cerca e me faz mal, muito mal. Isso não é algo que eu me orgulho, porém sinto. Penso todos os dias antes de dormir: o que fiz hoje que me deixou feliz? E a resposta é seca "nada". O que eu faço todos os dias é obrigações que não me levam a lugar nenhum, que não são baseadas em algo que eu queria alcançar. Eu me sinto triste por causa disso, muito triste.
  Estou me cansando dessa vida de obrigações que nunca me levam a nada que possa me dar alguma felicidade prolongada. Eu estou a espera que algo realmente bom, que parece não ter hora para chegar.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Eu sou contra

 

  Sou contra pessoas que têm preconceito. Seja pela cor da pele, dos olhos, da cor do cabelo e do tipo de cabelo. Sou contra injustiça assim como a justiça, que culpa muitas vezes pessoas que nunca fizeram nada no réu. Sou contra essa que escuta o que quer escutar e fala o que bem quer e sempre está certa. Sou contra você, que acha que aquela magrela é sem graça ou aquela gordinha é feia. Sou contra pessoas que vivem o dia inteiro trabalhando em um escritório fechado, sem se quer saber se lá fora está quente ou frio. Sou contra o desespero e o estresse diário, eu quero mais é paz. Sou contra qualquer tipo de violência, qualquer tipo humilhação para levantar a estima de outra pessoa. Sou contra pessoas que choram pela morte de algum parente querido, eu sou a favor do choro de saudades e de alívio pela pessoa que se foi. Sou contra gente que não tem opinião crítica e apenas reproduz o que todos falam e pensam. Eu sou contra chamar alguém quem tem dificuldades em matemática de burro, sou contra pessoas que zoam alguém que está tentando tirar uma dúvida em aula. Sou contra você, eternamente e simplesmente por ser e reproduzir os males da sociedade mundial.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

História de amor de uma mente fértil

   Se você quisesse o meu mundo poderia pertencer a você também, nós viveríamos em eterna paz. Você me enxeria de beijos, abraços e palavras que tentassem descrever o que sentíssemos. Você seria meu confidente, meu porto seguro e eu seria o seu também. Como eu gostaria, só eu sei o quanto.
  Você me veria com seus olhos grandes e brilhantes quando tudo ficasse em silêncio. Eu fitaria seus olhos, sua expressão facial como se ela fosse a única que eu gostaria de ver naquele momento. Na verdade, realmente eu não gostaria de ver outro par de olhos além dos seus. Agiria como se nada e nem ninguém pudesse atrapalhar esse momento silencioso e muito significativo, para os dois.
  Eu seria sua mulher ao amanhacer ao preparar o seu café da manhã e vestir a sua camiseta que é larga e serve como vestido para mim. Você acordaria descabelado, enrolado aos cobertores e quando eu o acorda-se você faria aquela cara irrestível de "por favor, só mais 5 minutinhos". Eu cairia em cima de você te enxendo de beijos pelo rosto e você me puxaria para a cama para me fazer cócegas. Você daria risada comigo das nossas atitudes de cinco anos de idade. Você me beijaria de novo.
  Não precisaria de presentes caros, ir a lugares muito isolados, sair com várias pessoas e declarações de amor muito loucas. Eu precisaria apenas de você me abraçando e sentindo o seu coração bater ao deitar no seu peito. Eu precisaria da sua compania e dos seus olhos marrons me fitando para me deixar feliz. Seria tão fácil conviver junto com você. 
  Ao anoitecer sairíamos para um cinema e tomaríamos um milkshake. Eu pararia de olhar o filme por algumas frações de segundo para te olhar e antes que você me olhasse eu focaria de volta os meus olhos na enorme tela diante de mim. Você daria um beijo na minha bochecha e eu me derreteria por dentro.
  De volta para a casa eu me enroscaria ao seu pescoço e faria carícias que fizessem a paixão que nós sentíssemos um pelo outro inflar mais. Eu seria o combustível para que você pudesse me queimar com as suas mãos quentes e ao mesmo tempo gentis, que não seriam capaz de me machucar. Nós seríamos completos um pelo outro nesta troca de carícias, na troca de sensações, compartilharíamos o fogo altamente tóxico para ambos morrerem pouco a pouco sem se importar com as consequências.
  Imaginei uma história de amor que poderia ser facilmente escrita entre eu e você e que viveria eternamente na minha memória. Uma história que seria a melhor da minha vida e talvez pudesse ser assim para você também. Talvez ela possa um dia ter continuidade, só o destino sabe. Enquanto isso formo frases com palavras sobre o que pode ou não acontecer.

15/02/2010 - 27/06/10

Obstáculos a serem superados para o nascimento da borboleta


  Eu me sinto sozinha, isolada e estranha no meio de várias pessoas. Já fui muito espontânea e quase já cheguei a ser extrovertida. Saia com todos, ria por tudo e vivia feliz nessa minha atmosfera perfeita. Hoje em dia são poucas pessoas que me compreendem e me conhecem, na verdade poderia contar nos dedos com apenas uma palma da mão. São pessoas que sabem o que eu faria em determinada situação e sabem como sou e como penso. Mas elas nem sempre me fazem bem. Algumas vezes me sinto desagradavelmente intimidada com a presença de pessoas assim.
  Nunca tive problemas com amigos mas agora eu tenho e é bem grave para mim. Sou filha única e não tenho muitas intimidades com a minha família, com exessão de apenas uma prima minha que é quase uma irmã para mim. Mas tirando ela não sobra ninguém. Eu geralmente fico sozinha dentro do meu quarto escrevendo e vendo bobagens pela internet que até agora me deixou muito feliz. Mas chega uma hora que cansa ficar dentro de um casulo escondida da luz de lá de fora, que brilha incasavelmente e intensamente. Dá vontade de sair de brilhar junto com as outras pessoas e de ser feliz de uma maneira diferente, queria pertecer ao universo de várias pessoas ao mesmo tempo. Mas como fazer isso? Será que eu perdi essa prática de viver junto com outras pessoas?
  Eu naturalmente, sou uma pessoa que gosta de sair com os amigos em grupo e dar risada de coisas insanamente idiotas, eu sinto saudades disso que eu não tenho mais. Na verdade, eu preciso disso. Ao contrário vou continuar a ser uma pessoa isolada com um potencial de brilhar, mas com medo de sair do seu casulo tão confortável. Eu não quero e jamais vou querer ser assim. Digo e repito: isto não faz parte de mim, de quem eu sou.
  Ultimamente está bem difícil conviver com algumas coisas que estão acontecendo comigo. Eu já me fortaleci bastante com esta situação - que aliás, é bem grave. Mas isso não significa que eu estou conformada com o que eu estou vivendo, eu nunca vou me conformar! Eu preciso de falta de conformidade para me deixar com a cabeça erguida sempre. Eu quero ser maior, melhor e para isso eu não posso desanimar e nem ficar abatida. Porém essa coisa de quererem cortar as minhas asas quando eu mais preciso voar não me ajuda. Eu preciso ter a liberdade de sair com os meus poucos amigos para sair deste meu casulo obscuro que já não me pertence mais e não contem as minhas expectativas mais. Eu gostaria de viver intensamente e aprender a ser mais livre leve e solta, mas como? Se quando sua mãe precisa de você para cuidar de uma avó que está em uma cama muito mal? Como eu posso viver intensamente quando cortam as minhas asas nos meus momentos de alegria? Como eu posso sair deste casulo se há algo me puxando para ele novamente? 
  Eu sou uma pessoa bem forte sabe, muito forte. Mas isto está começando a me deixar mal e me deixar triste. Ao mesmo tempo que eu preciso viver eu preciso ajudar a minha mãe que está vivendo uma fase difícil comigo, eu preciso e eu sei disso. Mas como fica a minha liberdade de voar? Eu preciso disso tanto quanto ela.
  Espero, como todo meu coração, que esta agonia se acabe para todos. Não aguento mais viver dentro de uma vida sem cores, alegria e diversão. Para quê serve uma viver na tristeza, escuridão e com dificuldades, uma atrás da outra? Eu não me conformo com isso meu querido universo, eu não acredito neste tipo de vida para mim. Eu quero sair da situação fortalecida para conseguir aproveitar a minha liberdade depois. Eu quero viver intensamente fora deste casulo que não diz mais nada sobre mim.
 

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